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31.7.08

Uma ex-troxa.

Escrevi.Na verdade foram simples tentativas de borrar com grafite um papel de bala que achei na rua.
Comecei a pensar quantas pessoas puseram a mão,ou o pé naquele papel.Ele poderia ter sido teu.
Ou pelo menos eu gostava de me iludir com essa desilusão da qual eu sei que é impossível.
Você nunca passa por aquele lugar,e definitivamente bala de Coca-Cola não faz teu tipo.Nem o meu.
Confesso que não me agrada tal gosto,porque ele não te agrada,e eu ultimamente ando dependendo das suas vontades para viver.
Guardei no bolso o papel amassado e usado.
Passei na primeira padaria que vi e comprei uma bala de Coca-Cola.Gostei,e muito.
Caminhei até a lixeira mais próxima e jurando jamais viver em sua função,amassei o amassado e joguei no lugar da onde nunca deveria ter saído,o lixo.
Lá ficou o papel desgastado pelo tempo,as lembranças de um alguém,o sofrimento,a dor e o esquecimento de uma verdade inventada.
Anos depois encontrei uma foto,ali dentro de uma caixinha de trecos meus,e com a boca cheia me perguntei: Quem é você?

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